sábado, 21 de julho de 2012

Farmacovigilância - ANVISA

A Anvisa lançou, no dia 10/7/12, a primeira edição do Boletim de Farmacovigilância. O documento apresenta um histórico da Farmacovigilância no Brasil, com exemplos de medicamentos retirados do mercado por problemas relacionados a eventos adversos ao longo dos anos, além da definição de conceitos básicos.


Com periodicidade trimestral, o boletim divulga, também, o cenário das notificações de eventos adversos recebidos por meio do Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária (Notivisa), no período de 2008 a 2011, e as últimas comunicações sobre segurança de medicamentos.

Para acessar, basta clicar no link abaixo:

http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/fac881804bed0acd9451ddbc0f9d5b29/Farmaco+1.pdf?MOD=AJPERES



quinta-feira, 19 de julho de 2012

FDA recomenda recall de Tylenol nos EUA




Food and Drug Administration (FDA) está recomendando a troca do medicamento Tylenol infantil nos Estados Unidos por defeitos na sua fabricação que podem afetar a qualidade, a pureza ou a potência.










Abaixo, segue o link da notificação:
http://fda.org/index.php?article=tylenol-and-motrin-recall




quarta-feira, 4 de julho de 2012

DESCARTE DE MEDICAMENTOS



DESCARTE DE MEDICAMENTOS

   Com uma maior conscientização da população com relação aos riscos causados pela auto-medicação e até mesmo a preocupação com os danos ao meio-ambiente, surge uma lacuna: o que fazer com os medicamentos vencidos?

Para responder a essa demanda social, pesquisas têm sido realizadas no intuito de identificar os medicamentos que “sobram” e os que passam da validade nas farmácias caseiras. Assim é possível encontrar um melhor meio de descarte desses produtos.

Na Faculdade de Farmácia da UFRGS uma pesquisadora em especial é reconhecida pela difusão dessa linha de pesquisa, a Farmacêutica Louise Seixas. Em seu artigo “Caracterização dos medicamentos descartados por usuários da Farmácia Popular do Brasil/Farmácia Escola da UFRGS¹” o tema é abordado focando na necessidade de organização pelo SUS para o descarte adequado de medicamentos e para a necessidade de investimentos na minimização da geração desses resíduos.



Vejamos alguns pontos importantes do artigo:

Como  diminuir a sobra de medicamentos?

- Melhorando as prescrições médicas;
- Adequando as embalagens ao tratamento (entregar o número exato de comprimidos que foram receitados, por exemplo);
- Realizando uma dispensação adequada (não dispensar medicamentos diferentes para o mesmo fim, por exemplo);
- Fazendo com que o paciente entenda e realize o tratamento até o fim.

Que problemas podem ocorrer com o uso de medicamentos vencidos?

- Intoxicações;
- Falta do efeito esperado;
- Reações adversas;
- Outros.

O que o SUS faz com os medicamentos vencidos?

Ainda não há coleta seletiva para esses medicamentos em vigor no país. No entanto, existe uma legislação a respeito da ANVISA (RDC 206/2004) que aborda essa questão. Também o Conselho Nacional do Meio Ambiente fala sobre o tema na Resolução 358/2005. De acordo com essas normas, os serviços de saúde são responsáveis por todos os resíduos por ele gerados.


Como os usuários tem descartado seus medicamentos?

O descarte tem sido feito de forma inadequada no meio ambiente, aumentando a carga poluidora. A problemática torna-se pior com o descarte de antibióticos e hormônios. Nesse sentido, a Faculdade de Farmácia da UFRGS realiza, desde 2006, campanhas envolvendo alunos, docentes, a comunidade e uma empresa de gerenciamento de resíduos.

Qual o objetivo da Faculdade de Farmácia - UFRGS?

Caracterizar os medicamentos recebidos na farmácia escola. O segundo objetivo é elaborar um material impresso para esclarecimento dos usuários desta farmácia.


 
Alguns dados:

As classes de medicamentos encontrados:

- antiinflamatórios e anti-reumáticos;
- anti-histamínicos;
- analgésicos;
- antibacterianos.


Os medicamentos mais descartados:

- diclofenaco;
- dipirona;
- paracetamol associado a neuroepiléticos;
- amoxicilina;
- paracetamol.

1- Bruno Simas da Rocha, Isabela Heineck, Tânia Alves Amador, Louise M. J. Seixas, Sara Maria Gallina, Carla Salvadoretti e Paulo Eduardo Mayorga Borges. Brasília, 2011.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Farmacognosia


O projeto da professora Sandra Rech, da Faculdade de Farmácia da UFRGS, em parceria com professores da farmacognosia, tem como objetivo o cultivo “in vitro” de plantas medicinais de interesse farmacêutico. A pesquisa consiste na coleta dessas plantas, o estudo químico,e o estabelecimento de protocolos de cultivo “in vitro”.  A fim de manter as espécies e permitir, a longo prazo, cultivá-las em grande escala.

No laboratório da professora Sandra Rech são cultivadas, “in vitro”, plantas do gênero Hypericrum e Valeriana; são aclimatizadas e cultivadas a campo aberto. Para isso, contam com o apoio dos docentes da Faculdade de Agronomia.

O projeto tem como metas, a longo prazo, possibilitar a produção de medicamentos fitoterápicos com plantas nativas do Sul do Brasil.

A professora Sandra Rech possui graduação em Farmácia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1984), doutorado em Biologia Molecular - The University of Manchester Institute of Science and Technology (1990) e estágio no Institute of Cell and Molecular Biology (Edinburgh, 1993). Atualmente é professor Associado II da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Tem experiência na área de Farmácia, com ênfase em Tecnologia de Fermentações, atuando principalmente nos seguintes temas: otimização da obtenção de biomassa de espécies nativas do RS (Hypericum, Valeriana) e modulação do metabolismo secundário.







domingo, 25 de março de 2012

Análise Química e Biológica de Plantas Medicinais e Tóxicas


Análise Química e Biológica de Plantas Medicinais e Tóxicas



O projeto da professora Miriam Apel é baseado no estudo dos óleos voláteis. Os óleos voláteis são os principais odoríferos encontrados em várias partes de plantas. Como evaporam quando expostos ao ar em temperaturas comuns, são chamados óleos voláteis, etéreos ou essenciais. Este último termo é utilizado porque os óleos voláteis representam "essências" ou componentes odoríferos das plantas. Nessa pesquisa faz-se a análise da composição química, utilizando a técnica de cromatografia a gás, e a avaliação de algumas atividades biológicas desse óleo, utilizando ensaios in vitro. Entre essas atividades podemos citar os anti-inflamatórios, antimicrobianos e mais especificadamente antifúngicos.

O projeto é baseado na utilização de plantas nativas do Rio Grande do Sul para extração dos óleos voláteis. Algumas destas plantas são utilizadas popularmente e, a partir desta informação investiga-se a atividade farmacológica das plantas. Assim, busca-se verificar a possibilidade de confirmar o uso tradicional com base na confirmação to potencial farmacológico desenvolvido no laboratório. Além disso, é testada a toxicidade das plantas para conhecer quais as doses seguras para utilização.

A professora Miriam Apel possui graduação em Farmácia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1994) , especialização em Industria de Medicamentos/Faculdade de Farmácia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2001) , especialização em Toxicologia Aplicada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2007) e doutorado em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2001). Atualmente é Professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Revisor de periódico da Revista Brasileira de Farmacognosia. Tem experiência na área de Farmácia. Atuando principalmente nos seguintes temas: Plantas medicinais, Óleos voláteis, Cromatografia à gás, Atividade antimicrobiana, Atividade anti-inflamatória.



( Contato: miriam.apel@ufrgs.br )


sexta-feira, 16 de março de 2012

Assistência Farmacêutica


A professora Tânia Alves Amador, da Faculdade de Farmácia da UFRGS trabalha com pesquisa aplicada em Assistência Farmacêutica, constituindo a área que abrange um conjunto de ações voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde, por meio da promoção do acesso aos medicamentos e seu uso racional. O Ministério da Saúde considera que tais ações consistem em promover a pesquisa, o desenvolvimento e a produção de medicamentos e insumos, bem como sua seleção, programação, aquisição, distribuição e avaliação de sua utilização, na perspectiva da obtenção de resultados concretos e da melhoria da qualidade de vida da população.

As pesquisas coordenadas pela professora Tânia Amador envolvem estudos de utilização de medicamentos (EUM) que tem o objetivo de avaliar fatores relacionados com a prescrição, dispensação, administração e uso de medicamentos, e os eventos associados (tanto benéficos como adversos) a estes fatores. Os EUM são considerados parte da grande área de Farmacoepidemiologia, utilizando métodos epidemiológicos para condução das pesquisas, especialmente estudos observacionais quantitativos e qualitativos. Os resultados destas pesquisas são úteis para subsidiar a formulação de políticas públicas de saúde.

A professora Tânia Amador possui graduação em Farmácia pela Universidade Federal do Pará com Habilitação em Bioquímica (Análises Clínicas) pela mesma universidade (1990). Possui mestrado (1995) e doutorado em Ciências Biológicas-Bioquímica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2001). O tema central do mestrado e doutorado versa sobre neuro-psico-farmacologia. É professor adjunto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Tem experiência na área de Farmacologia, onde atuou principalmente com: psicofarmacologia experimental para busca de novos analgésicos e anticonvulsivantes; estudo da atividade biológica de alcalóides pirrolidinoindolínicos presentes em Psychotria. Atualmente é tutora das atividades de ensino, pesquisa e extensão de seis bolsistas da graduação em Farmácia da UFRGS no grupo PET Conexões de Saberes do Ministério da Educação, participa como orientadora no mestrado acadêmico do recém criado Programa de Pós-Graduação em Assistência Farmacêutica e coordena, em parceria com a Secretaria de Saúde do Estado do RS e a Profa. Isabela Heineck, o projeto intitulado “Avaliação do processo de seleção de medicamentos essenciais para o tratamento de doenças cardiovasculares nos municípios do Rio Grande do Sul”.