quarta-feira, 4 de julho de 2012

DESCARTE DE MEDICAMENTOS



DESCARTE DE MEDICAMENTOS

   Com uma maior conscientização da população com relação aos riscos causados pela auto-medicação e até mesmo a preocupação com os danos ao meio-ambiente, surge uma lacuna: o que fazer com os medicamentos vencidos?

Para responder a essa demanda social, pesquisas têm sido realizadas no intuito de identificar os medicamentos que “sobram” e os que passam da validade nas farmácias caseiras. Assim é possível encontrar um melhor meio de descarte desses produtos.

Na Faculdade de Farmácia da UFRGS uma pesquisadora em especial é reconhecida pela difusão dessa linha de pesquisa, a Farmacêutica Louise Seixas. Em seu artigo “Caracterização dos medicamentos descartados por usuários da Farmácia Popular do Brasil/Farmácia Escola da UFRGS¹” o tema é abordado focando na necessidade de organização pelo SUS para o descarte adequado de medicamentos e para a necessidade de investimentos na minimização da geração desses resíduos.



Vejamos alguns pontos importantes do artigo:

Como  diminuir a sobra de medicamentos?

- Melhorando as prescrições médicas;
- Adequando as embalagens ao tratamento (entregar o número exato de comprimidos que foram receitados, por exemplo);
- Realizando uma dispensação adequada (não dispensar medicamentos diferentes para o mesmo fim, por exemplo);
- Fazendo com que o paciente entenda e realize o tratamento até o fim.

Que problemas podem ocorrer com o uso de medicamentos vencidos?

- Intoxicações;
- Falta do efeito esperado;
- Reações adversas;
- Outros.

O que o SUS faz com os medicamentos vencidos?

Ainda não há coleta seletiva para esses medicamentos em vigor no país. No entanto, existe uma legislação a respeito da ANVISA (RDC 206/2004) que aborda essa questão. Também o Conselho Nacional do Meio Ambiente fala sobre o tema na Resolução 358/2005. De acordo com essas normas, os serviços de saúde são responsáveis por todos os resíduos por ele gerados.


Como os usuários tem descartado seus medicamentos?

O descarte tem sido feito de forma inadequada no meio ambiente, aumentando a carga poluidora. A problemática torna-se pior com o descarte de antibióticos e hormônios. Nesse sentido, a Faculdade de Farmácia da UFRGS realiza, desde 2006, campanhas envolvendo alunos, docentes, a comunidade e uma empresa de gerenciamento de resíduos.

Qual o objetivo da Faculdade de Farmácia - UFRGS?

Caracterizar os medicamentos recebidos na farmácia escola. O segundo objetivo é elaborar um material impresso para esclarecimento dos usuários desta farmácia.


 
Alguns dados:

As classes de medicamentos encontrados:

- antiinflamatórios e anti-reumáticos;
- anti-histamínicos;
- analgésicos;
- antibacterianos.


Os medicamentos mais descartados:

- diclofenaco;
- dipirona;
- paracetamol associado a neuroepiléticos;
- amoxicilina;
- paracetamol.

1- Bruno Simas da Rocha, Isabela Heineck, Tânia Alves Amador, Louise M. J. Seixas, Sara Maria Gallina, Carla Salvadoretti e Paulo Eduardo Mayorga Borges. Brasília, 2011.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Farmacognosia


O projeto da professora Sandra Rech, da Faculdade de Farmácia da UFRGS, em parceria com professores da farmacognosia, tem como objetivo o cultivo “in vitro” de plantas medicinais de interesse farmacêutico. A pesquisa consiste na coleta dessas plantas, o estudo químico,e o estabelecimento de protocolos de cultivo “in vitro”.  A fim de manter as espécies e permitir, a longo prazo, cultivá-las em grande escala.

No laboratório da professora Sandra Rech são cultivadas, “in vitro”, plantas do gênero Hypericrum e Valeriana; são aclimatizadas e cultivadas a campo aberto. Para isso, contam com o apoio dos docentes da Faculdade de Agronomia.

O projeto tem como metas, a longo prazo, possibilitar a produção de medicamentos fitoterápicos com plantas nativas do Sul do Brasil.

A professora Sandra Rech possui graduação em Farmácia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1984), doutorado em Biologia Molecular - The University of Manchester Institute of Science and Technology (1990) e estágio no Institute of Cell and Molecular Biology (Edinburgh, 1993). Atualmente é professor Associado II da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Tem experiência na área de Farmácia, com ênfase em Tecnologia de Fermentações, atuando principalmente nos seguintes temas: otimização da obtenção de biomassa de espécies nativas do RS (Hypericum, Valeriana) e modulação do metabolismo secundário.







domingo, 25 de março de 2012

Análise Química e Biológica de Plantas Medicinais e Tóxicas


Análise Química e Biológica de Plantas Medicinais e Tóxicas



O projeto da professora Miriam Apel é baseado no estudo dos óleos voláteis. Os óleos voláteis são os principais odoríferos encontrados em várias partes de plantas. Como evaporam quando expostos ao ar em temperaturas comuns, são chamados óleos voláteis, etéreos ou essenciais. Este último termo é utilizado porque os óleos voláteis representam "essências" ou componentes odoríferos das plantas. Nessa pesquisa faz-se a análise da composição química, utilizando a técnica de cromatografia a gás, e a avaliação de algumas atividades biológicas desse óleo, utilizando ensaios in vitro. Entre essas atividades podemos citar os anti-inflamatórios, antimicrobianos e mais especificadamente antifúngicos.

O projeto é baseado na utilização de plantas nativas do Rio Grande do Sul para extração dos óleos voláteis. Algumas destas plantas são utilizadas popularmente e, a partir desta informação investiga-se a atividade farmacológica das plantas. Assim, busca-se verificar a possibilidade de confirmar o uso tradicional com base na confirmação to potencial farmacológico desenvolvido no laboratório. Além disso, é testada a toxicidade das plantas para conhecer quais as doses seguras para utilização.

A professora Miriam Apel possui graduação em Farmácia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1994) , especialização em Industria de Medicamentos/Faculdade de Farmácia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2001) , especialização em Toxicologia Aplicada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2007) e doutorado em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2001). Atualmente é Professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Revisor de periódico da Revista Brasileira de Farmacognosia. Tem experiência na área de Farmácia. Atuando principalmente nos seguintes temas: Plantas medicinais, Óleos voláteis, Cromatografia à gás, Atividade antimicrobiana, Atividade anti-inflamatória.



( Contato: miriam.apel@ufrgs.br )


sexta-feira, 16 de março de 2012

Assistência Farmacêutica


A professora Tânia Alves Amador, da Faculdade de Farmácia da UFRGS trabalha com pesquisa aplicada em Assistência Farmacêutica, constituindo a área que abrange um conjunto de ações voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde, por meio da promoção do acesso aos medicamentos e seu uso racional. O Ministério da Saúde considera que tais ações consistem em promover a pesquisa, o desenvolvimento e a produção de medicamentos e insumos, bem como sua seleção, programação, aquisição, distribuição e avaliação de sua utilização, na perspectiva da obtenção de resultados concretos e da melhoria da qualidade de vida da população.

As pesquisas coordenadas pela professora Tânia Amador envolvem estudos de utilização de medicamentos (EUM) que tem o objetivo de avaliar fatores relacionados com a prescrição, dispensação, administração e uso de medicamentos, e os eventos associados (tanto benéficos como adversos) a estes fatores. Os EUM são considerados parte da grande área de Farmacoepidemiologia, utilizando métodos epidemiológicos para condução das pesquisas, especialmente estudos observacionais quantitativos e qualitativos. Os resultados destas pesquisas são úteis para subsidiar a formulação de políticas públicas de saúde.

A professora Tânia Amador possui graduação em Farmácia pela Universidade Federal do Pará com Habilitação em Bioquímica (Análises Clínicas) pela mesma universidade (1990). Possui mestrado (1995) e doutorado em Ciências Biológicas-Bioquímica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2001). O tema central do mestrado e doutorado versa sobre neuro-psico-farmacologia. É professor adjunto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Tem experiência na área de Farmacologia, onde atuou principalmente com: psicofarmacologia experimental para busca de novos analgésicos e anticonvulsivantes; estudo da atividade biológica de alcalóides pirrolidinoindolínicos presentes em Psychotria. Atualmente é tutora das atividades de ensino, pesquisa e extensão de seis bolsistas da graduação em Farmácia da UFRGS no grupo PET Conexões de Saberes do Ministério da Educação, participa como orientadora no mestrado acadêmico do recém criado Programa de Pós-Graduação em Assistência Farmacêutica e coordena, em parceria com a Secretaria de Saúde do Estado do RS e a Profa. Isabela Heineck, o projeto intitulado “Avaliação do processo de seleção de medicamentos essenciais para o tratamento de doenças cardiovasculares nos municípios do Rio Grande do Sul”.







sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Investigação de Alvos Terapêuticos e Biomarcadores

A pesquisa desenvolvida pela Profa Andréia Buffon na Faculdade de Farmácia da UFRGS, consiste no estudo de possíveis biomarcadores e alvos terapêuticos, envolvendo o sistema purinérgico em diferentes linhagens celulares de câncer. Além disso, também está sendo desenvolvido estudos de avaliação da atividade biológica de extratos vegetais, visando a prospecção de novos compostos anti-tumorais. Nestes estudos são utilizadas técnicas in vitro, como cultivo de células, onde são avaliados mecanismos envolvendo experimentos com biologia celular e molecular.

Apesar desse projeto ainda estar numa fase de pesquisa básica, ele visa beneficiar uma parcela da população com a descoberta de mecanismos de desenvolvimento tumoral, proteínas, novos marcadores e novas possibilidades de tratamentos.

A professora Andréia Buffon possui graduação em Farmácia - Bioquímica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul -UFRGS (2000), mestrado em Ciências Biológicas (Bioquimica) pela UFRGS (2001), doutorado em Ciências Biológicas (Bioquimica) pela UFRGS (2006) e Especialização em Citologia Clínica pela SBAC-RS (2004). Atualmente é professora adjunto I das disciplinas de Análises Bioquímicas e Análises Citológicas da Faculdade de Farmácia, UFRGS. Tem experiência na área de Análises Clínicas com ênfase em Citologia Clínica, Bioquímica, Urinálise e Hematologia. Tem experiência nas áreas de Biologia celular e molecular, atuando principalmente nos seguintes temas: Sistema purinérgico e carcinoma cervical humano, HPV, e atividade biológica de extratos vegetais em células tumorais.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Nanotecnologia

As pesquisas desenvolvidas pelo professor Ruy Beck, da Faculdade de Farmácia da UFRGS, tem como tema principal a Nanotecnologia. Os trabalhos sob sua orientação estão focados na nanoencapsulação de fármacos e ativos cosméticos visando contornar algumas de suas limitações ou melhorar as suas propriedades farmacológicas e/ou farmacotécnicas. Entre os fármacos em estudo destacam-se os anti-inflamatórios, antitumorais, antioxidantes e fármacos destinados a tratamentos cutâneos.


A nanotecnologia tem caráter multidisciplinar e está principalmente fundamentada na manipulação, caracterização e desenvolvimento de materiais na escala nanométrica. Especificamente na área das Ciências Farmacêuticas, entre os seus principais focos encontra-se o aumento do índice terapêutico de fármacos, trazendo benefícios para a população, pois pode permitir a redução de doses, de efeitos colaterais, da toxicidade, e ainda, aumentar a resposta terapêutica. Esses efeitos são possíveis pelo direcionamento do fármaco ao seu local de ação, que pode ser obtido pela nanoencapsulação. Desta forma, as pesquisas desenvolvidas pelo Prof. Ruy Beck abordam desde o desenvolvimento destes nanomedicamentos até a avaliação da eficácia da nanoencapsulação em experimentos biológicos ou in vitro, abrangendo principalmente as etapas de produção e caracterização das partículas. No caso de uso dermatológico ou cosmético, uma das etapas mais importantes dos estudos baseia-se na avaliação da permeação cutânea do fármaco nanoencapsulado, ou seja, a determinação das quantidades de fármaco que atingem as diferentes camadas da pele. Além disso, os estudos do Prof. Ruy Beck também visam o desenvolvimento de formas farmacêuticas finais contemplando esses nanossistemas, como um estudo recentemente publicado sob sua coordenação, onde foi demonstrada a viabilidade de produção de comprimidos contendo um fármaco nanoencapsulado utilizando um processo de granulação à úmido, o qual é amplamente empregado pela indústria farmacêutica.


O professor Ruy Carlos Ruver Beck é farmacêutico industrial pela Universidade Federal de Santa Maria (1997), Mestre em Ciência e Tecnologia Farmacêuticas pela Universidade Federal de Santa Maria (2000) e Doutor em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2005). Atualmente é professor adjunto no Departamento de Produção e Controle de Medicamentos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Com formação na área da Nanotecnologia (mestrado e doutorado) e experiência na área de Controle de Qualidade de Produtos Farmacêuticos, seus projetos de pesquisa estão focados no desenvolvimento farmacotécnico de produtos nanoestruturados para administração de fármacos e moléculas de interesse biológico e cosmético, caracterização físico-química de produtos farmacêuticos e validação de métodos analíticos. Recentemente foi um dos editores do livro Nanocosmetics and Nanomedicines: New Approaches for Skin Care. É revisor de 23 periódicos científicos e membro da associação brasileira de ciências farmacêuticas (ABCF). Atualmente é vice-diretor da Faculdade de Farmácia da UFRGS.




terça-feira, 8 de novembro de 2011

Medicamentos Vencidos

Este projeto, coordenado pela professora Dra. Louise Seixas teve início como uma ação de extensão da UFRGS, com o objetivo de oferecer uma possibilidade para que a população pudesse fazer o descarte correto de medicamentos vencidos.

A iniciativa surgiu devido à preocupação com o meio ambiente e com a saúde da comunidade em geral, que pode ser afetada pelo descarte inadequado dos medicamentos utilizados em cada casa. Medicamentos descartados no lixo comum ou através do vaso sanitário, através do ciclo do lixo ou do esgoto, acabam contaminando o solo e a água, podendo gerar problemas de saúde em animais e humanos, por causa dos resíduos tóxicos destes medicamentos.

Assim, o projeto Descarte Correto de Medicamentos Vencidos consiste no recolhimento gratuito de medicações vencidas ou que não serão mais utilizadas, associada a uma orientação para que estes produtos não sejam descartados no lixo doméstico ou através dos esgotos, contribuindo para evitar a contaminação ambiental. Os postos de coleta, atualmente, estão localizados na Farmácia Popular e em algumas Farmácias da Rede Panvel.



O material recolhido passa por uma triagem, a fim de separar as embalagens e bulas, que são descaracterizadas e encaminhadas para reciclagem, enquanto os medicamentos, como comprimidos e cápsulas são encaminhados para aterro de resíduos industriais, onde ficam confinados, de modo que não ocorra a contaminação do solo e da água.

Além disto, o projeto também aborda o incentivo ao uso racional de medicamentos, onde um dos objetivos é que os medicamentos sejam utilizados apenas quando são realmente necessários, nas doses adequadas, e de forma eficiente, contribuindo assim para que não haja sobra de medicamentos nas casas dos usuários.



Os benefícios alcançados pelo projeto são obtidos já a curto prazo, impedindo a contaminação da água e do solo e podem ser ampliadas ainda a médio e longo prazo, na medida em que estas práticas sejam divulgadas e assimilidas.



A professora Louise Marguerite Jeanty de Seixas possui graduação em Farmácia pela Universidade Federal de Juiz de Fora (1974); graduação em Farmácia Industrial e Farmácia Bioquímica- Alimentos pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1976); mestrado em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1980) e doutorado em Informática na Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2005). É professora associada da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, excercendo atividades na Faculdade de Farmácia, no Departamento de Produção de Matéria Prima. Também atua no Centro Interdisciplinar de Novas Tecnologias (CINTED), com educação a distância. Desenvolve pesquisas em Educação, na área de informática na educação e em Farmácia, na área de impactos ambientais causados por medicamentos e outros.



(Contato: louise.seixas@ufrgs.br)



Confira as fotos do processo de triagem dos medicamentos recolhidos!